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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Doença de Glasser

Doença de Glasser - Haemophilus Parasuis 


Introdução:

  Vários microrganismos já estão presentes em suínos, já nas primeiras horas de vida. Um destes é o Haemophilus Parasuis, que está associado a doença de Glasser, em suínos. Esta é uma infecção envolvendo a pleura, peritônio, complexos respiratórios (agente primário da peneumonia), está associado a meningite e entre outras.
  Esta síndrome ocorria em suínos jovens com estresses, como exemplo, durante o desmame, más condições das instalações, transporte ou relacionado a algumas doenças respiratórias primarias. Mas foi observado que em granjas de excelente padrão, pode haver sim o contato com tal bactéria, sem que haja fatores estressantes envolvidos.

O Microrganismo:

  É uma bactéria gram-negativa, pertencente ao gênero Haemophilus Parasuis, da família Pasteurellaceae, apresentam-se como pequenos cocobacilos, anaeróbicos facultativos.

Foto 1: Cocobacilos - Haemophilus

Sinais Clínicos:

 Doença Aguda: Os porcos afetados pela doença ficam rapidamente prostrados, com altas temperaturas, deixam de comer e têm relutância em se levantar. A bactéria ataca superfícies articulares e as membranas que revestem os intestinos, pulmões, coração e o cérebro, causando meningite, infecção de ouvido, pneumonia, pericardite e pleurisia.
  Devido a baixa imunidade de leitões que estão em amamentação, ocorre a morte súbita.
  
 Doença Crônica: Os leitões em aleitamento, são muitas vezes pálidos e débeis, sendo que 10 a 15% da ninhada pode ser afetada. Estes animais continuam a apresentar um déficit de crescimento.




Foto 1: Pleurisia 



Foto 2: Suíno com relutância em se levantar


Foto 3: Leitão pálido e débil


Tratamento:

  Através de antibióticos, antes da doença clínica se proliferar, o que requer a inspeção periódica dos porcos em risco. A Bactéria Haemophilus Parasuis tem elevada sensibilidade antibiótica.


Prevenção:

  Feita através de vacinação nos primeiros dias de vida.

Foto 4: Vacinação contra doença de Glasser




Fontes: Revista de Ciências Agroveterinárias
              ResPig
               Zoetis
               ABCS - Associação Brasileira dos Criadores de Suínos




Ísis Reiff
Medicina Veterinária - Univiçosa - 2015

domingo, 18 de outubro de 2015

Rinite Suína

RINITE ATRÓFICA:

  A rinite atrófica (RA) tem como característica hipotrofia e atrofia dos cornetos nasais, causa deformações no focinho, desvios na narina, além de redução na taxa de ganho de peso dos animais infecionados. Os agentes primários dessa infecção, são a Bordetella bronchiseptica, uma bactéria gram-negativa, e a Pasteurella multocida.

RINITE ATRÓFICA PROGRESSIVA:


  Esta é uma forma mais agressiva da doença. A principal forma de transmissão é o contato do focinho, principalmente entre a porca e a leitegada, então, leitões infectados transmitem à outros não infectados, isso ocorre geralmente nos reagrupamentos de leitões de origens distintas nas fases de creche, recria e engorda.

  O diagnóstico da RA depende de investigações clínicas, patológicas e microbiológicas, sendo a última particularmente importante para rebanhos infectados. Porém é necessário saber se as amostras isoladas são toxigenas ou não, pois apenas as bactérias toxigenas causam a Rinite Atrófica Progressiva em suínos. O método de avaliação dos cornetos desenvolvido pela EMBRAPA é eficiente para identificar o grau de atrofia dos cornetos nasais, calculando o índice de rinite atrófica dos suínos(IRA). Para realizar o exame é feito um corte transversal entre o primeiro e o segundo dente pré-molar, e as lesões são classificada em 4 graus conforme severidade:

GRAU 0: Cornetos nasais normais;
GRAU 1: Pequeno desvio da normalidade;
GRAU 2: Espaços visíveis devido a atrofia dos cornetos nasais;
GRAU 3: Grave atrofia dos cornetos nasais, podendo resultar em desaparecimento por completo.

  Como visto a Rinite Atrófica tem grande importância econômica em rebanhos de suínos em seus mais amplos aspectos, havendo maior atenção pelos produtores e pelos profissionais envolvidos na produção suinícola. A adoção de um programa de vacinação em matrizes, com vacinas eficazes vão proporcionar alta produção de anticorpos no colostro, já que a imunização dos leitões esta diretamente ligada a imunidade materna. Essa é a melhor forma de evitar a rinite atrófica.


Foto: Primeira imagem, cornetos normais, grau 0; Segunda imagem, cornetos em grau 1;
Terceira imagem, cornetos grau 2; Quarta imagem, cornetos grau 3.

Foto: Vacinação em matrizes.











Fontes: NFT Alliance, Res Pig, Ouro Fino Saúde Animal.


DIANA OLIVEIRA
MED. VETRINARIA/ UNIVIÇOSA - 2015